sábado, fevereiro 14, 2026

Jesus, o amigo que permanece



 Em um mundo acelerado, onde relações se tornam superficiais e descartáveis, a ideia de amizade verdadeira parece cada vez mais rara. Falamos com muitas pessoas, mas nos sentimos compreendidos por poucas. É nesse cenário que a figura de Jesus se destaca não apenas como mestre ou salvador, mas como amigo.

Jesus não se apresentou como um rei distante. Ele se aproximou. Sentou-se à mesa com os improváveis, tocou os intocáveis, ouviu os esquecidos. Sua amizade não era seletiva nem baseada em mérito. Era oferecida.

Há algo profundamente sábio nisso. A sabedoria não está apenas em grandes discursos, mas na capacidade de estar presente. Jesus ensinou que amar é permanecer — especialmente quando é mais difícil permanecer.

Quando você ora, não fala ao vazio. Fala com alguém que conhece suas dores antes mesmo que você as organize em palavras. Essa consciência muda a forma como enfrentamos o sofrimento. Não estamos sozinhos em nossas batalhas internas.

Ele não prometeu ausência de tempestades. Prometeu presença no meio delas. Essa é uma diferença essencial. A vida continua com desafios, perdas e incertezas. Mas a amizade de Jesus oferece sustentação, direção e consolo.

A verdadeira sabedoria talvez esteja nisso: entender que força não é ausência de fragilidade, mas companhia fiel durante ela. Jesus como amigo é a lembrança de que podemos atravessar dias difíceis com esperança.

E, no fim, o que mais buscamos não é perfeição — é alguém que permaneça.