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quarta-feira, novembro 28, 2012

Frases Mais Usadas em Espanhol

Expressões bastante usadas em espanhol:

No trabalho

Ainda não fiz – Aun no he hecho

Não vou estar aqui – No voy a estar aqui

Pode tentar novamente? – Puede intentarlo de nuevo?

Dia-a-dia

¿Cómo te llamas? - ¿Cuál es tu nombre?
Como se chama?

Me llamo...(seu nome)
Me chamo.. ..

Muchas gracias.
Muito obrigado.

De nada.
De nada.

Buenos días.
Buenas tardes.
Buenas noches.


Bom dia.
Boa tarde.
Boa noite.

¿Cómo está? - Formal
¡Hola! ¿Qué tal? - Informal
Como vai?

Mucho gusto.
Muito prazer.

¿Qué hora es? -
Que hora é? -Que horas são?

Es(Son) las .
É (São). 

¿Qué necesita(s)?-¿Qué quiere(s)?-¿Qué desea(s)? -
O que você deseja?. * se acrescenta S no final somente em conversas informais.

Quiero qué ......
Quero que.....

¿Qué pasa?
Qual é o problema?
O que acontece?

Perdona, perdón .
Desculpa.

¿Qué le gusta hacer?
Me gusta estudiar idiomas.
O que o senhor/senhora gosta de fazer?
Eu gosto de estudar idiomas.

 

No Restaurante:

¿Dónde hay un restaurante?
Onde há um restaurante?

Una mesa para tres personas por favor.
Uma mesa para três pessoas por favor.

Camarero.
Garçom.

¿Podría traerme la carta por favor?
Poderia trazer o menu por favor?

¿Qué desea de primer plato?
*Que gostaria de pedir de primeiro prato?

Nos trae un poco de sopa, por favor?
Queremos um pouco  de Sopa, por favor?

¿Y  para beber?
E para beber?

Un vaso de gaseosa(refresco, coca).
Um copo de refrigerante.

¿Qué desea de segundo plato señor?
*Que deseja pedir de segundo prato?

Me trae un pollo asado.
Traz um frango assado para mim.

Para mi un filete.
Para mim um filé.

Yo quiero papas fritas .
Eu quero batatas fritas.

¿Qué tomarán de postre?
Que os senhores gostaria de sobremesa.

Una fruta por favor.
Uma fruta por favor.

Un trozo de pastel, por favor.
Um pedaço de bolo, por favor.

Quisiera una tarta.
Quero uma torta.

¡Me trae un cuchillo, (tenedor, cuchara)por favor!
pode me trazer uma faca, (garfo, colher)por favor!

¡La cuenta, por favor!
A conta, por favor!

¡Camarero! Tome una propina.
Garçom! Tome uma gorjeta.

 

 

Veja abaixo alguns dos mais usados  e indispensáveis diálogos úteis em um aeroporto. 

 

Quiero ir al aeropuerto por favor.
Quero ir ao aeroporto por favor.

Quiero un boleto de ida y vuelta a Espanha.
Quero uma passagem de ida e volta para Espanha.

Quisiera hacer una reserva para un vuelo a Madrid.
Poderia fazer uma reserva para um vôo para Madri.

¿Hay alguna escala en este vuelo?
Faz alguma escala este vôo.

¿Es directo este vuelo?
É direto este vôo.

¿Cuándo sale(llega) el vuelo?
Quando sai(chega ) o vôo?

¿Cuándo debo registrarme en el aeropuerto?
Quando posso fazer o check in?

¿Cuál es mi número de vuelo, por favor?
Qual é o meu número de vôo, por favor?

¿Dónde puedo facturar mi equipaje?
Onde posso pesar minha bagagem?

¿Cuántas maletas lleva?
Quantas maletas você tem?

¿Me puede ayudar con la maleta?
Pode ajudar com a minha maleta?

¿A qué puerta debo ir?
A que portão devo ir?

¿Muéstreme su pasaje y pasaporte por favor?
Pode mostrar sua passagem e passaporte por favor?

¿Le gusta la ventanilla o pasillo?
Você gosta da janela ou corredor?

¿Dónde está mi equipaje ?
Onde está minha bagagem?

Abróchense los cinturones.
Apertem os cintos.

¿El avión va despegar(aterrizar)?
O avião vai decolar (aterrissar)?

¿Dónde está mi asiento?
Onde está meu assento?

¿Dónde puedo encontrar un taxi?
Onde posso encontrar um táxi?

 

 

Ao Fazer Compras

 

¿Dónde hay un centro comercial en esta ciudad?
Onde posso encontrar um shopping nessa cidade?


En el centro de la ciudad.
No centro da cidade.


¿Hay una tienda de regalos cercana de aquí?
Tem alguma loja de presentes perto da aqui?


Sí, en la próxima esquina.
Sim, na próxima esquina.


Preciso comprar  un regalo de cumpleaños.
Preciso comprar um presente de aniversário.


¿Puede mostrarme algunas sugerencias de regalos?
Pode me mostrar algumas sugestões de presentes?

¿Cuánto cuestan estos CDs?
Quanto custam estes  cds?

Son cinco euros cada.
São cinco euros cada.

¿Cuánto cuesta éso?
Quanto custa esse?

¿Cuánto es?
Quanto é?

Me lo llevo.
Vou levar.

¿Cuáles son las formas de pago?
Quais são as formas de pagamentos?

En efectivo.
Em dinheiro.

En cuotas.
Parcelado.

Con tarjeta de crédito o debito .
Com cartão de crédito ou debito.

Vendedora. ¿Podría mostrarme algo más?
Vendedora. Poderia mostrar mais alguma coisa?

Necesito ayuda para escoger un vestido.
Necessito ajuda para escolher um vestido.

¡Vendedora! Necesito auxilio para coger estos zapatos.
Vendedora! Necessito ajuda para pegar estes sapatos.

Llevo éste.
Levo este.

 

 

 

Perguntando endereços

 

¿Dónde hay una parada de autobús?
Onde tem um ponto de ônibus?

¿Qué barrio es este?
Que bairro é este?

¿Cómo se llama esta calle?
Qual é o nome desta rua?

¿Dónde hay una oficina de correos más cercana?
Onde tem uma agência dos correios mais perto?

¿Dónde es la calle Juan Gomez?
Onde é a rua Juan Gomez?

¿Dónde quedaremos?
Onde vamos nos encontrar?

¿Sabe dónde hay un restaurante?
Você sabe onde têm um restaurante?

Quisiera comprar una medicina. ¿Sabes dónde hay una droguería?
Quero comprar um remédio. Sabe onde tem uma farmácia?

¿Dónde puedo comprar billetes para el concierto(show)?
Onde posso comprar ingressos para o show?

 

Diálogos básicos em um hotel.

 

¡Hola! ¿Quisiera hacer una reserva de una habitación?  
Oi! Queria fazer uma reserva de um quarto?

¿Cuánto es por semana?
Quanto é por semana?

Quisiera un piso con un dormitorio, televisión por cable y  ADSL para Internet.
Quero um apartamento com um dormitório,Tv a cabo e conexão ADSL para internet.

¿Cuánto es por día?
Quanto é por dia?

¿Cuánto es el alquiler?
Quanto é o aluguel?

¿Hay garaje para aparcar mi coche?
Tem garagem para estacionar o meu carro?

Sí tenemos.
Sim temos.

No tenemos.
Não temos.

¿El desayuno está incluido en el precio?
O café da manha esta incluído no preço?

¿Puedo ver su mejor habitación?
Posso ver o seu melhor quarto?

¿Qué número es mi habitación?
Qual é o número do meu quarto?

¿Qué tipo de pago ustedes aceptan?
Cheque, tarjeta de crédito y dinero en efectivo.

Quais são as formas de pagamento?
Cheque, cartão de credito e pagamento à vista.

¿Hay piscina en este hotel?
Tem piscina neste hotel?

¿Puede traerme mis maletas(equipaje)?
Pode trazer minhas bagagens?

Atos do cotidiano.

Abaixo você vai encontrar uma série de frases em Espanhol com as coisas que costumamos fazer em nosso dia-a-dia. 

Cepillar los dientes.
Escovar os dentes.

Ir a trabajar.
Ir trabalhar

Charlar con los amigos / México: Platicar con los amigos 
Conversar com os amigos.

Limpiar la casa.
Limpar a casa.

Jugar con el perro (gato).
Brincar com o cachorro (gato).

Coger el autobús.
Pegar o ônibus.

Ir a la clase de español.
Ir na aula de Espanhol.

Hacer compras en el supermercado (super).
Fazer compras no supermercado.

Ir a la fiesta de cumpleaños de un amigo.
Ir ao aniversário de um amigo.

Arreglar la cama. / Hacer la cama
Arrumar a cama.

Ir  al concierto de un cantante famoso.
Ir ao show de um cantor famoso.

Marcharse del sitio de trabajo.
Deixar o local de trabalho.

Ducharse.
Tomar banho.

Lavar la ropa sucia.
Lavar a roupa suja.

Salir a caminar con el perro.
Sair para caminhar com o cachorro.

Peinarse los pelos / cabellos.
Pentear os cabelos.

Ver una pelí (película)
Assistir um filme.

Llamar a alguien por teléfono.
Ligar para alguém.

Contestar el teléfono.
Atender o telefone.

Montar en bicicleta.
Andar de bicicleta.

 

 

 

quarta-feira, setembro 12, 2012

Como Nasce a Poesia - Fernando Pessoa

...” o poeta vulgar sente espontaneamente com a largueza que naturalmente projetaria em versos como os que ele escreve; e depois, refletindo, sujeita essa emoção a cortes e retoques e outras mutilações ou alterações, em obediência a uma regra exterior.

Nenhum homem foi alguma vez poeta assim.

A disciplina do ritmo é aprendida até ficar sendo uma parte da alma: o verso que a emoção produz nasce já subordinado a essa disciplina.

Uma emoção naturalmente harmônica é uma emoção naturalmente ordenada; uma emoção  naturalmente ordenada é uma emoção naturalmente traduzida num ritmo ordenado, pois a emoção dá o ritmo e a ordem que há nela, a ordem que no ritmo há.

 

Na palavra, a inteligência dá a frase, a emoção o ritmo. Quando o pensamento do poeta é alto,

isto é, formado de uma idéia que produz uma emoção, esse pensamento, já de si harmônico pela junção equilibrada de idéia e emoção, e pela nobreza de ambas, transmite esse equilíbrio de emoção e de sentimento à frase e ao ritmo, e assim, como disse, a frase, súdita do pensamento que a define, busca-o, e o ritmo, escravo da emoção que esse pensamento agregou a si, o serve.”

 

Análise de Fernando Pessoa sobre a poesia de Álvaro de Campos (um de seus próprios pseudônimos)

Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/facam.html

 

sexta-feira, setembro 07, 2012

Em Torno da Felicidade - pelo espirito Andre Luiz



Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquele que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.

A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.

Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

Autor :  André Luiz / Psicografado por Chico Xavier

quinta-feira, agosto 30, 2012

A garrafa de cachaca e a pia

BEBO SIM...

Ói qui, moço, eu tinha lá em casa dez garrafa de cachaça que eu tinha trazido lá do Raio de Sol...

Mas, minha muié num gostô muito, não, sinhô. E mandô que eu jogasse tudo no ralo.

Pra num criá confusão, eu concordei. Fui pra cozinha, coloquei as garrafa na pia e comecei a atendê a patroa:

Peguei a primeira garrafa, tomei um copo e joguei o resto na pia. Aquilo doeu no fundim da alma, sô...

Peguei a segunda garrafa, bebi mais um copo e joguei o resto na pia. Êita, cachaça boa! Mas, eu tinha que continuá...

Então, peguei a terceira garrafa, tomei o resto e joguei um copo na pia... Minha muié, tava na sala só ouvindo...

Foi aí que eu peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo. Ê, dureza...

Peguei o quinto copo, joguei a rolha na pia e bebi a garrafa. As coisa tava ficando meio turva, mas eu não parava...

Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.

A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia... Depois, peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa...

Aí eu joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto...

No décimo copo, moço, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.

segunda-feira, julho 16, 2012

O que é Obsessao Espiritual

"A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo.  
Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral,  sem perceptíveis sinais exteriores,  até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. "
 
Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec, no capítulo XXVIII, item 81
 
(contribuição enviada por email por Jota Pedroso)
 
(imagem: sxc.hu)

Autoperdao - Joana de Angelis e Divaldo Franco

Toda vez em que a culpa não emerge de maneira consciente, são liberados conflitos que a mascaram, levando a inquietações e sofrimentos sem aparente causa.
Todas as criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos quais são arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma análise de profundidade em tomo dos males produzidos, seja de referência à própria pessoa ou a outrem.

Cedo ou tarde, ressumam de maneira inquietadora, produzindo mal-estar, inquietação, insatisfação pessoal, em caminho de transtorno de conduta.
A culpa é sempre responsável por vários processos neuróticos, que deve ser enfrentada com serenidade e altivez.



Ninguém se pode considerar irretocável enquanto no processo da evolução.
Mesmo aquele que segue retamente o caminho do bem está sujeito a alternância de conduta, tendo em vista os desafios que se apresentam e o estado emocional do momento.
Há períodos em que o bem-estar a tudo enfrenta com alegria e naturalidade, enquanto que, noutras ocasiões, os mesmos incidentes produzem distúrbios e reações imprevisíveis.
Todos podem errar, e isso acontece amiúde, tendo o dever de perdoar-se, não permanecendo no equívoco, ao tempo em que se esforcem para reparar o mal que fizeram.
Muitos males são ao próprio indivíduo feitos, produzindo remorso, vergonha, ressentimento, sem que haja coragem para revivê-los e liberar-se dos seus efeitos danosos.






Uma reflexão em tomo da humanidade de que cada qual é possuidor, permitir-lhe-á entender que existem razões que o levam a reagir, quando deveria agir, a revidar, quando seria melhor desculpar, a fazer o mal, quando lhe cumpriria fazer o bem...
A terapia moral pelo autoperdão impõe-se como indispensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.
Torna-se essencial, portanto, uma reavaliação da ocorrência, num exame sincero e honesto em torno do acontecimento, diluindo-o racionalmente e predispondo-se a dar-se uma nova oportunidade, de forma que supere a culpa e mantenha-se em estado de paz interior.
O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranquila.
Todos têm o dever de perdoar-se, buscando não reincidir no mesmo compromisso negativo, desamarrando-se dos cipós constringentes do remorso.
Seja qual for a gravidade do ato infeliz, é possível repará-lo quando se está disposto a fazê-lo, recobrando o bom humor e a alegria de viver.




Em face do autoperdão, da necessidade de paz interior inadiável, surge o desafio do perdão ao próximo, àquele que se tem transformado em algoz, em adversário contínuo da paz.
Uma postura psicológica ajuda de maneira eficaz e rápida o processo do perdão, que consiste na análise do ato, tendo em vista que o outro, o perseguidor, está enfermo, que ele é infeliz, que a sua peçonha caracteriza-lhe o estado de inferioridade.
Mediante este enfoque surge um sentimento de compaixão que se desenvolve, diminuindo a reação emocional da revolta ou do ódio, ou da necessidade de revide, descendo ao mesmo nível em que ele se encontra.
O célebre cientista norte-americano Booker T. Washington, que sofreu perseguições inomináveis pelo fato de ser negro, e que muito ofereceu à cultura e à agricultura do seu país, asseverou com nobreza: Não permita que alguém o rebaixe tanto a ponto de você vir a odiá-lo.
Desejava dizer que ninguém deve aceitar a ojeriza de outrem, o seu ódio e o seu desdém a ponto de sintonizar na mesma faixa de inferioridade.
Permanecer acima da ofensa, não deixar-se atingir pela agressão moral, constituem o antídoto para o ódio de fácil irrupção.




Sem dúvida, existem os invejosos, que se comprazem em denegrir aquele a quem consideram rival, por não poderem ultrapassá-lo; também enxameiam os odientos, que não se permitem acompanhar a ascensão do próximo, optando por criar-lhes todos os embaraços possíveis; são numerosos os poltrões que detestam os lidadores, porque pensam que os colocam em postura inferior e se movimentam para dificultar-lhes a marcha ascensional; são incontáveis aqueles que perderam o respeito por si mesmos e auto-realizam-se agredindo os lidadores do dever e da ordem, a fim de nivelá-los em sua faixa moral inferior...
Deixa que a compaixão tome os teus sentimentos e envolve-os na lã da misericórdia, quanto gostarias que assim fizessem contigo, caso ainda te detivesses na situação em que eles estagiam.Perceberás que um sentimento de compreensão, embora não de conivência com o seu erro, tomará conta de ti, impulsionando-te a seguir adiante, sem que te perturbes.
Sob o acicate desses infelizes, aos quais tens o dever de compreender e de perdoar, porque não sabem o que fazem, ignorando que a si mesmos se prejudicam, seguirás confiante e invencível no rumo da montanha do progresso.
Ninguém escapa, na Terra, aos processos de sofrimento infligido por outrem, em face do estágio espiritual que se vive no planeta e da população que o habita ainda ser constituída por Espíritos em fases iniciais de crescimento intelecto-moral.
Não te detenhas, porque não encontres compreensão, nem porque os teus passos tenham que enfrentar armadilhas e abismos que saberás vencer, caso não te permitas compartilhar das mesmas atitudes dos maus.




Chegarás ao termo da jornada vitoriosamente, e isso é o que importa.
O eminente sábio da Grécia, Sólon, costumava dizer que nada pior do que o castigo do tempo, referindo-se às ocorrências inesperadas e inevitáveis da sucessão dos dias. Nunca se sabe o que irá acontecer logo mais e como se agirá.
Dessa forma, faze sempre todo o bem, ajuda-te com a compaixão e o amor, alçando-te a paisagens mais nobres do que aquelas por onde deambulas por enquanto.
Perdoa-te, portanto, perdoando, também, ao teu próximo, seja qual for o crime que haja cometido contra ti.



Joana de Ângelis - Divaldo P. Franco

sexta-feira, julho 13, 2012

Augusto dos Anjos Poemas - VANDALISMO

Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.

Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Com os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos.

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!

Augusto dos Anjos Poemas - VOLUPIA IMORTAL

Cuidas que o genesíaco prazer,
Fome do átomo e eurítmico transporte
De todas as moléculas, aborte
Na hora em que a nossa carne apodrecer?!

Não! Essa luz radial, em que arde o Ser,
Para a perpetuação da Espécie forte,
Tragicamente, ainda depois da morte,
Dentro dos ossos, continua a arder!

Surdos destarte a apóstrofes e brados,
Os nossos esqueletos descarnados,
Em convulsivas contorções sensuais,

Haurindo o gás sulfídrico das covas,
Com essa volúpia das ossadas novas
Hão de ainda se apertar cada vez mais!


Augusto dos ANjos Poemas -VERSOS INTIMOS

VERSOS ÍNTIMOS
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


Augusto dos Anjos Poemas - TERRA FUNEBRE

TERRA FÚNEBRE
Aqui morreram tantos poetas! Tanta
Guitarra morta este lugar encerra!...
Aqui é o Campo-Santo, aqui é a Terra!
Em que a alma chora e em que a Saudade canta!

O caminheiro que o Pesar desterra,
Pare chorando nesta Terra Santa,
E se cantar como a Saudade canta,
O caminheiro fique nesta Terra!

À noute aqui um trovador eterno
Chora, abraçado às campas dos poetas,
- Esse sombrio trovador é o Inverno!

Aqui é a Terra, onde, ao noturno açoute,
Carpem na sombra pássaros ascetas,
Gemem poetas - pássaros da Noute!


Augusto dos Anjos Poemas -TRISTEZAS DE UM QUARTO MINGUANTE

Quarto Minguante! E, embora a lua o aclare,
Este Engenho Pau d'Arco é muito triste...
Nos engenhos da várzea não existe
Talvez um outro que se lhe equipare!

Do observatório em que eu estou situado
A lua magra, quando a noite cresce,
Vista, através do vidro azul, parece
Um paralelepípedo quebrado!

O sono esmaga o encéfalo do povo.
Tenho 300 quilos no epigastro...
Dói-me a cabeça. Agora a cara do astro
Lembra a metade de uma casca de ovo.

Diabo! Não ser mais tempo de milagre!
Para que esta opressão desapareça
Vou amarrar um pano na cabeça1
Molhar a minha fronte com vinagre.

Aumentam-se-me então os grandes medos.
O hemisfério lunar se ergue e se abaixa
Num desenvolvimento de borracha,
Variando à ação mecânica dos dedos!

Vai-me crescendo a aberração do sonho.
Morde-me os nervos o desejo doudo
De dissolver-me, de enterrar-me todo
Naquele semicírculo medonho!

Mas tudo isto é ilusão de minha parte!
Quem sabe se não é porque não saio
Desde que, 6.ª-feira, 3 de maio,
Eu escrevi os meus Gemidos de Arte?!

A lâmpada a estirar línguas vermelhas
Lambe o ar. No bruto horror que me arrebata,
Como um degenerado psicopata
Eis-me a contar o número das telhas!

- Uma, duas, três, quatro... E aos tombos, tonta
Sinto a cabeça e a conta perco; e, em suma,
A conta recomeço, em ânsias: - Uma...
Mas novamente eis-me a perder a conta!

Sucede a uma tontura outra tontura.
- Estarei morto?! E a esta pergunta estranha
Responde a Vida - aquela grande aranha
Que anda tecendo a minha desventura! -

A luz do quarto diminuindo o brilho
Segue todas as fases de um eclipse...
Começo a ver coisas de Apocalipse
No triângulo escaleno do ladrilho!

Deito-me enfim. Ponho o chapéu num gancho.
Cinco lençóis balançam numa corda,
Mas aquilo mortalhas me recorda,
E o amontoamento dos lençóis desmancho.

Vêm-me á imaginação sonhos dementes.
Acho-me, por exemplo, numa festa...
Tomba uma torre sobre a minha testa,
Caem-me de uma só vez todos os dentes!

Então dois ossos roídos me assombraram...
- "Por ventura haverá quem queira roer-nos?!
Os vermes já não querem mais comer-nos
E os formigueiros lá nos desprezaram".

Figuras espectrais de bocas tronchas
Tornam-me o pesadelo duradouro...
Choro e quero beber a água do choro
Com as mãos dispostas á feição de conchas.

Tal urna planta aquática submersa,
Antegozando as últimas delicias
Mergulho as mãos - vis raízes adventícias -
No algodão quente de um tapete persa.

Por muito tempo rolo no tapete,
Súbito me ergo. A lua é morta. Um frio
Cai sobre o meu estômago vazio
Como se fosse um copo de sorvete!

A alta frialdade me insensibiliza;
O suor me ensopa. Meu tormento é infindo...
Minha família ainda está dormindo
E eu não posso pedir outra camisa!

Abro a janela. Elevam-se fumaças
Do engenho enorme. A luz fulge abundante
E em vez do sepulcral Quarto Minguante
Vi que era o sol batendo nas vidraças.

Pelos respiratórios tênues tubos
Dos poros vegetais, no ato da entrega
Do mato verde, a terra resfolega
Estrumada, feliz, cheia de adubos.

Côncavo, o céu, radiante e estriado, observa
A universal criação. Broncos e feios,
Vários reptis cortam os campos, cheios
Dos tenros tinhorões e da úmida erva.

Babujada por baixos beiços brutos,
No húmus feraz, hierática, se ostenta
A monarquia da árvore opulenta
Que dá aos homens o óbolo dos frutos.

De mim diverso, rígido e de rastos
Com a solidez do tegumento sujo
Sulca, em diâmetro, o solo um caramujo
Naturalmente pelos mata-pastos.

Entretanto, passei o dia inquieto,
A ouvir, nestes bucólicos retiros
Toda a salva fatal de 21 tiros
Que festejou os funerais de Hamleto!

Ah! Minha ruína é pior do que a de Tebas!
Quisera ser, numa última cobiça,
A fatia esponjosa de carniça
Que os corvos comem sobre as jurubebas!

Porque, longe do pão com que me nutres
Nesta hora, oh! Vida em que a sofrer me exortas
Eu estaria como as bestas mortas
Pendurado no bico dos abutres!

Augusto dos Anjos Poemas - TREVAS

Haverá, por hipótese, nas geenas
Luz bastante fulmínea que transforme
Dentro da noite cavernosa e enorme
Minhas trevas anímicas serenas?!

Raio horrendo haverá que as rasgue apenas?!
Não! Porque, na abismal substância informe,
Para convulsionar a alma que dorme
Todas as tempestades são pequenas!

Há de a Terra vibrar na ardência infinda
Do éter em branca luz transubstanciado,
Rotos os nimbos maus que a obstruem a esmo...

A própria Esfinge há de falar-vos ainda
E eu, somente eu, hei de ficar trancado
Na noite aterradora de mim mesmo!


Augusto dos Anjos Poemas - VERSOS A UM CAO

VERSOS A UM CÃO
Que força pôde adstrita e embriões informes,
Tua garganta estúpida arrancar
Do segredo da célula ovular
Para latir nas solidões enormes?!

Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,
Suficientíssima é, para provar
A incógnita alma, avoenga e elementar
Dos teus antepassados vermiformes.

Cão! - Alma de inferior rapsodo errante!
Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
A escala dos latidos ancestrais...

E irás assim, pelos séculos, adiante,
Latindo a esquisitíssima prosódia
Da angustia hereditária dos teus pais!

Augusto dos Anjos Poemas - VERSOS A UM COVEIRO

Numerar sepulturas e carneiros,
Reduzir carnes podres a algarismos,
Tal é, sem complicados silogismos,
A aritmética hedionda dos coveiros!

Um, dois, três, quatro, cinco... Esoterismos
Da Morte! E eu vejo, em fúlgidos letreiros,
Na progressão dos números inteiros
A gênese de todos os abismos!

Oh! Pitágoras da última aritmética,
Continua a contar na paz ascética
Dos tábidos carneiros sepulcrais:

Tíbias, cérebros, crânios, rádios e úmeros,
Porque, infinita como os próprios números,
A tua conta não acaba mais!


Augusto dos Anjos Poemas - A ARVORE DA SERRA

- As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!

- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minha'alma!...

- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:
"Não mate a árvore, pai, para que eu viva!"
E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!


Augusto dos Anjos Poemas - A AERONAVE

Cindindo a vastidão do Azul profundo,
Sulcando o espaço, devassando a terra,
A Aeronave que um mistério encerra
Vai pelo espaço acompanhando o mundo.

E na esteira sem fim da azúlea esfera
Ei-la embalada n'amplidão dos ares,
Fitando o abismo sepulcral dos mares
Vencendo o azul que ante si s'erguera.

Voa, se eleva em busca do Infinito,
É como um despertar de estranho mito,
Auroreando a humana consciência.

Cheia da luz do cintilar de um astro,
Deixa ver na fulgência do seu rastro
A trajetória augusta da Ciência.


quarta-feira, julho 11, 2012

Ajuda nas Horas Dificeis - Andre Luiz - Texto Espirita

Presentes sempre ao lado de seus tutelados, os amigos espirituais de todos os encarnados estão a postos nas horas cruciais e difíceis dos destinos daqueles que tomaram como seus discípulos para ajudá-los a enfrentarem as adversidades , cumprindo com as tarefas a que se comprometeram antes de reencarnar.
Isso porque não existe nenhum ser humano que venha à vida física, depois de experiências anteriores nas quais acabou fracassando, que não tenha se preparado para enfrentar os mesmos obstáculos e vencê-los definitivamente. Todo regresso ao mudo físico é precedido de uma preparação profunda e meticulosa que respeita, em primeiro lugar, a Misericórdia do Criador, que não dá fardos mais pesados do que as forças de quem o transportará.
Em segundo lugar, tal preparação leva em conta as necessidades do reencarnante, que precisará enfrentar determinados e específicos problemas para lapidar seu espírito fraco ou adormecido em determinadas áreas da experiência.. Em terceiro lugar, a preparação indispensável visa fortificar a alma renascente através de cursos,lições, tratamentos magnéticos, etc, para que ela possa estar qualificada para superar todas as dificuldades, antes de nascer.
Tal avaliação ocorre sempre, mesmo para os casos em que a reencarnação seja imposta ao individuo como único recurso para sua melhoria.
Nos casos em que se trate de Espírito com algum mérito evolutivo, ele é conduzido a participar do processo de modelagem da nova experiência física que deverá enfrentar, com a escolha de corpos mais ou menos resistentes, experiências mais ou menos dolorosas ou laboriosas, organismos mais ou menos saudáveis, famílias mais ou menos difíceis.
No entanto, quando o Espírito não tem discernimento para escolher de acordo com as próprias necessidades, os espíritos superiores por ele determinam qual o melhor estilo de vida a ser desenhado em sua jornada e, franqueando todos os tipo de ajuda ao espírito renascente, encaminham-no para que possa passar pelas provas necessárias a sua modelagem pessoal.
E quando tudo possa estar nebuloso, confuso, de difícil compreensão, Deus lhe permite ter acesso pessoal aos que lhe estão auxiliando através da intuição, aos amigos que, no invisível , os mantêm com os pensamentos voltados para o poder de vencer a si mesmo que cada um possui.
Por meio da oração sincera e do recolhimento íntimo, todo encarnado pode entrar em sintonia com esses amigos vigilantes e presentes em nossas vidas e que, longe de resolverem por nós os problemas que nos cabe solucionar, buscam infundir-nos boas idéias, pensamentos mais claros e estados de ânimo propicio ao caminhar correto, dentro das necessidades evolutivas de cada um.
Todas as pessoas, sem dependerem de nenhum intermediário, nem de qualquer sensitivo especificamente dotado, podem através da oração simples e sincera, que dispensa todas as formas ritualísticas ou artificiosas, para transformar-se, tão somente, na conversa franca entre filho confuso e Pai compreensivo e sábio.
Por isso , fazendo o silêncio interior, o ser reencarnado está abrindo condições para escutar as vibrações sutis que lhe tocam a alma e que, em forma de intuições lhe aconselham sempre o melhor caminho, dentro da harmonia das leis do universo.
Quando ligados ao mal, quando habituados a praticar o que não é adequado, a nossa sintonia sofre a interferência de inteligências igualmente voltadas a desestruturar nossos passos, confundir nossas mentes, alvoroçar nossos sentimentos . A grande gama de espíritos sem lucidez ou sabedoria busca a manutenção de seus interesses mesquinhos e suas sensações inferiores, aproximando-se dos encarnados que lhes permitem a companhia por terem as mesmas sensações ou tendências e, nestes casos a intuição será sempre negativa.
Todavia, basta o encarnado ligar-se a Deus, repudiando o mal, contrito e humildemente, arrependido e autêntico, para que novas ligações magnéticas se estabeleçam com planos mais elevados e com Espíritos mais nobre que saberão propiciar-lhe a as intuições necessárias para superar a si mesmo e encontrar um novo caminho.
ANDRÉ LUIZ RUIZ da obra:”OS ROCHEDOS SÃO DE AREIA.”
Pelo Espírito: LUCIUS.


quinta-feira, julho 05, 2012

Poesia Gaucha Balada do Setestrelo

Certo dia estando viajando de metrô em Porto Alegre li o poema abaixo que achei sensacional:

Balada do Setestrelo

Sete noites, setestrelo, de volúpia e desespero,
sete espadas, sete luzes, sete noites no caminho,
sete janelas abertas, sete cruzes eu sozinho,
sete lâmpadas acesas, sete carrilhões na estrada,
sete sinos capuchinhos balindo o selo do nada,
sete rosas, sete espinhos, sete pedras no caminho,
sete vestidos de noiva, sete noivos, sete montes,

sete noites mal dormidas sete contas setestrelo
sete anéis, sete vidas, sete espigas sete vezes
debulhadas, no caminho eu sozinho setestrelo,
sete anáguas, sete ventos, sete mares setestrelo,
sete versos, sete pontas, sete pregos no sapato,
sete cadarços de arame, sete sandálias de prata,
sete lampiões de fogo perdidos na densa mata. 

Eduardo Dall´Alba





Daniel E P Oliveira

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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Fernando Pessoa - Para Ser Grande Seja Inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua tôda
Brilha, porque alta vive.

Fernando Pessoa - Cansaço

Poesia de Fernando Pessoa
(9-10-1934)
O que há em mim é sobretudo cansaço -
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço asssim mesmo, êle mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amôres intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas tôdas -
Essas eo que falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Êste cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum dêles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para êles a vida vivida ou sonhada,
Para êles o sonho sonhado ou vivido,
Para êles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...

Fernando Pessoa - Quero só Pensar Nela

Passei Toda a Noite
Poesia de Fernando Pessoa
(10-7-1930)
Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acôrdo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

Fernando Pessoa - Só ouvir passar o vento vale a pena ter nascido

A Espantosa Realidade das Cousas
Poesia de Fernando Pessoa
(7-11-1915)
A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais, naturalmente.
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.
Às vêzes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estôrvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos,
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer coisa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.

Poesia - Fernando Pessoa -Quem ama nunca sabe o que ama

O Guardador De Rebanhos  
Alberto Caieiro (pseudônimo do poeta português Fernando Pessoa)
II (8-3-1914)
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como um malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nêle
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fêz para pensarmos nêle
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para êle e estarmos de acôrdo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

ColdPlay - Viva La Vida - Letra Traduzida

Viva La Vida – ColdPlay (Tradução) – Letra traduzida

Composta por: Chris Martin
Viva A Vida

Eu controlava o mundo
Os oceanos se abriam quando eu ordenava
Agora pela manhã durmo sozinho
Varro as ruas que já foram minhas

Eu jogava os dados
Sentia o medo nos olhos dos meus inimigos
Ouvia enquanto o povo exclamava:
"Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!"
Num minuto eu segurava a chave
No outro os muros estavam se fechando em mim
E eu então descobri, que meus castelos se apóiam
Sobre pilares de sal e de areia

Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo que não sei explicar
Desde que você se foi, nunca mais houve
Nunca, uma palavra honesta
Foi quando eu controlei o mundo.

Foi um vento estranho e forte (que)
Derrubou as portas para me deixar entrar
Janelas estilhaçadas e o som de tambores
As pessoas não acreditavam no que eu havia me tornado
Os Revolucionários esperam
Pela minha cabeça numa bandeja de prata
Apenas um fantoche numa corda solitária
Oh! Quem desejaria tornar-se um rei?

Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo eu não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará meu nome
Nunca uma palavra honesta
E isso foi quando eu controlava o mundo

Escute os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo que não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará meu nome
Nunca uma palavra honesta
Foi quando eu controlei o mundo
Letra em inglês – Lyrics
Viva La Vita – ColdPLay
I used to rule the world
Seas would rise when I gave the word
Now in the morning I sleep alone
Sweep the streets I used to own

I used to roll the dice
Feel the fear in my enemies eyes
Listen as the crowd would sing:
"Now the old king is dead! Long live the king!"

One minute I held the key
Next the walls were closed on me
And I discovered that my castles stand
Upon pillars of salt, and pillars of sand

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can't explain
Once you know there was never, never an honest word
That was when I ruled the world
(Ohhh)

It was the wicked and wild wind
Blew down the doors to let me in
Shattered windows and the sound of drums
People could not believe what I'd become
Revolutionaries Wait
For my head on a silver plate
Just a puppet on a lonely string
Oh who would ever want to be king?

I hear Jerusalem bells are ringing
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
I know Saint Peter won't call my name
Never an honest word
And that was when I ruled the world
(Ohhhhh Ohhh Ohhh)

Hear Jerusalem bells are ringings
Roman Cavalry choirs are singing
Be my mirror my sword and shield
My missionaries in a foreign field
For some reason I can not explain
I know Saint Peter will call my name
Never an honest word
But that was when I ruled the world
Oooooh Oooooh Oooooh


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